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WHEN GIRLS ARRIVE ON CAMPUS

whatshouldwecallgirls:

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via jill-butt

(Fonte: girlshbo)

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Ruído e Sincronia

Ruídos. Muitos ruídos. Não sei se são provenientes de mim ou de você.

Façamos silêncio por um momento. 

Não, eles não vêm de mim. Nem de você.

De onde eles vêm, então? De nós, é claro.

O que isso significa? Ora, que nós dois, indivíduos, quando juntos, produzimos um ruído que denuncia a nossa falta de harmonia. 

Uma vez que você vivenciar a sincronia que eu idealizo – uma sincronia pura e verdadeira – você irá entender. 

E se nessa sincronia pura e verdadeira da qual eu falo é completamente livre de ruídos? Que pergunta! Claro que não! Ruídos esporádicos fazem parte e até são úteis para nos fazer perceber o valor da harmonia que instituímos. 

Ruídos permanentes? Não mais, não mais.

Tags: autoral
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Neither do I.

Neither do I.

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edenliaothewomb:

Lena Dunham, photographed by Annie Leibovitz for Vanity Fair, Feb 2013.

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Lena Dunham, photographed by Annie Leibovitz for Vanity Fair, Feb 2013.

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"You see how I never laugh and I never cry? Well, that’s because I have botox of the heart" #savages

"You see how I never laugh and I never cry? Well, that’s because I have botox of the heart" #savages

Tags: savages
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WHEN GIRLS GET A “FINAL PUSH”

whatshouldwecallgirls:

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via pibby

(Fonte: girlshbo)

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"E o lugar mais frio do Rio / É o meu quarto". Obrigado, Caetano.

"E o lugar mais frio do Rio / É o meu quarto". Obrigado, Caetano.

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Mariana ganhou na loteria: duzentos mil reais. “Graças a Deus”, disse ela. Thiago conseguiu ser promovido para um cargo que tanto queria. “Graças a Deus”, disse ele. Tácia conseguiu reatar o namoro de dois anos, que o namorado resolveu romper em virtude dos frequentes chifres. “Graças a Deus”, também disse ela. Quantas coisas boas na conta de “Deus”! Que histórico bonito! Parabéns! 

E quando a Tácia bebe e esquece do pobre namorado, é para pôr na conta de quem? E quando o dinheiro da Mariana acaba — porque ela é uma compradora compulsiva —, pode pôr na conta de quem? E o Thiago, que foi demitido por assédio sexual, é para pôr na conta de quem?


Já que há esse tal ser onde se associa tudo de bom e maravilhoso, também deve haver esse outro para associar os infortúnios e fracassos. Quando eu erro, a culpa não é minha. Claro que não é! Se a Tácia bebe demais, tadinha, que culpa tem ela? E a Mari, quando gasta todo seu dinheiro em futilidades e depois reclama que foi “tentada a comprar”? E se o Thi resolve assediar a secretária e é demitido, onde é que ele tem culpa nisso? Lembrei! Existe sim esse ser para associar tudo de ruim: Diabo aka tinhoso, “bicho preto”, Satanás, demônio etc. 

Se deu errado, é óbvio que a culpa era de alguma outra coisa — nesse caso, um ser. Ou então o quê? Ela seria sua? Claro que não seria! É muito mais fácil — e prático — lidar com seus erros e frustrações quando se olha através de uma película em que sua responsabilidade não existe. 

Haja colhões para assumir as responsabilidade pelas escolhas que se faz.
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Sorvetes de flocos e creme com passas.

Eu amava sorvete de creme com passas. Acreditava nisso com toda a certeza e vivi por anos só gostando de sorvete de creme com passas. Eu simplesmente adorava aquelas passas e o contraste que elas causavam no sorvete como um tudo, principalmente no sabor. Minha outra certeza era a de que eu odiava sorvete de flocos e que nunca mais queria tomar desse sabor novamente.

Um dia, na vontade de tomar sorvete, fui procurar o meu favorito até então. Não tinha sorvete de creme com passas, de fato, não havia de nenhum outro sabor a não ser o até então odiado sorvete de flocos. De frente com o que eu acreditava, tinha que fazer uma escolha: ficar na vontade de tomar sorvete, procurar em outro lugar, ou ir com o de flocos mesmo. Eu não queria passar vontade – não mesmo – e teria preguiça de ir procurar em outro lugar, pois queria na hora, naquela hora. Escolhi ir com o de flocos mesmo, e algo estava diferente. Eu não odiei o sorvete de flocos, na verdade eu gostei bastante – para uma primeira vez. Tudo o que eu tinha achado de ruim do sorvete de flocos durante esses anos todos estava sendo esquecido. Já com o sorvete de creme, as passas – que antes eram apreciadas – agora eram o motivo do meu desgosto. O sorvete de flocos era o meu novo favorito, e essa era a certeza daquela hora.

A partir disso, percebi que não tenho como ter certeza absoluta do meu próprio gosto. Só posso ter certeza sobre o que gosto agora, certeza de momento, não certeza de uma eternidade. Estou mudando, todos nós estamos, e quem sabe como vai ser daqui há 2 meses, 5 anos, 15 anos talvez… quem sabe qual vai ser o sabor favorito da vez? E eu não poderia simplesmente gostar dos dois, eu digo, de onde vem a necessidade de se amar um e desgostar do outro? 

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"For the history"

O tempo passou e o arrependimento deu lugar ao tédio. Você não tem mais aquela história para contar aos amigos e até mesmo fazer piada da desgraça: a sua própria desgraça. Você começa a se sentir pronto e acha que está na hora de arriscar de novo, pois na pior das hipóteses você terá uma história, um arrependimento, uma mágoa, e isso é melhor do que esse tédio. Você é um pessimista, mas para um pessimista você tem um pensamento bem otimista: talvez dessa vez você encontre o que está procurando, mesmo que nem saiba o que está procurando.

(…)